
Hoje a foto é de um dos quadros que eu mais amo na vida!
E olha que eu adoro arte, heim!
O Beijo, de Klimt.
Fiquei alguns dias enrolando em um texto sobre o amor, mas ainda não o conclui.
Digo enrolando porque, tão complexo é o tema, que mal consigo terminar meus raciocínios quando estou escrevendo.
Contudo, desde o início dessa semana tenho pensado muito em duas pessoas em particular, duas amigas. Minhas amigas passaram por situações semelhantemente diferentes nos últimos meses, então aqui vai meu post para ambas, de modo intercalado (hehe).
Quando nossa vida muda radicalmente daquilo com o que estávamos acostumados, a tendência é o medo e a ansiedade.
Medo porque tudo que é novo causa um certo pavor.
Ansiedade pela ânsia daquilo que está por vir.
Sendo assim, por mais que a mudança não tenha sido a planejada, por mais que talvez você não a quisesse, as sensações serão sempre as mesmas, quais sejam, o medo a ansiedade.
Tendo isto em mente, considerando ainda que somos nós que moldamos nosso destino dentro daquilo que é para ser, não há qualquer razão para a tristeza em situações inesperadas.
Dor é inevitável, tristeza é opcional.
É clichê? Sim.
É verdade? Também!
Se você amou alguém como nunca e, de repente, não tem mais aquela pessoa, chore tudo que tiver que chorar, mas, por favor, jamais lamente qualquer coisa, porque afinal, você teve seu momento, você amou e, enquanto amou, tudo foi lindo.
Deste modo, mesmo que esse amor tenha chegado ao fim, não há qualquer razão para desespero ou tristeza, porque você ainda tem seu coração! E o que é melhor!! Dentro dele é que está todo e qualquer amor que você precisa.
Não é correto perguntar: Será que ele/ela me ama?
O correto é: Será que o amor que tenho dentro de mim é o amor que ele/ela procura no momento? (Paulo Coelho - A bruxa de Portobello)
E no fim das contas, ele ou ela não merecem serem odiados só porque resolveram tentar a felicidade ao lado de outra pessoa, do mesmo passo que esta pessoa não merece de modo algum ser insultada só porque se permitiu ser amada.
A vida tem dessas coisas, mas TODOS nós temos o direitos de amar. Sem ódios ou ressentimentos.
O amor está dentro de você, e não na outra pessoa.
Amar nada mais é, além de outros trilhares de conceitos, compartilhar sentimentos.
Com isso em mente, todas as portas se abrem!
Inclusive aquela do sentimentozinho gostoso que habita em cada olhar de lado, cada flertada, cada colega bonitão/bonitona de trabalho.
É você quem decide pra onde quer virar o guidão de sua bicicleta. Então, se for pra beijar, beije! E até se for pra dizer adeus, diga!
Não se importe se ele/ela vai gostar ou não, ou com que vai pensar dessa ou daquela atitude, porque enquanto você pensa, pode estar perdendo um tempo maravilhoso ao lado daquela pessoa que só está esperando você ligar pra dizer sim. Ou não! E daí? É o fim por causa disso? Quem tem medo de ouvir não, não está preparado para o sim!
E hoje eu estou mais que clichê. Hehe
Enfim, e o que esse mané acha que entende de coração partido ou de arriscar a chance?
Absolutamente nada, eu admito. Mas arrisco a minha chance de dizer essas palavras a grandes amigas, porque eu sei que, por mais que quando não se vive a história seja difícil opinar, pior ainda fica quando não se tem qualquer opinião amiga para ouvir!
Beijos Beijos, dignidade já!
;)