“Eu te desejo não parar tão cedo,
pois toda idade tem prazer e medo...” (Frejat)

Quem nunca se identificou com essa frase?
Pois bem, hoje é dia 1º de julho, dia do meu aniversário de 22 anos.
Sim, 22 anos porque eu ainda não tenho vergonha de dizer (hehe). E não sei quanto aos que lêem, mas eu sempre fico um pouco depressivo quando da data, porque afinal, é quando realmente nosso ano vira e, sendo assim, é quando chega à hora de fazer um balanço geral se tudo que foi feito até ali tem algum fundamento, o que falta fazer, o que se está fazendo e por aí vai.
Bem, do que estou fazendo não posso reclamar, mas e quanto ao que tenho que fazer? Quando você se depara com uma estrada sem final não gostaria que houvesse alguém que pudesse te explicar como proceder ou, mesmo que fosse só por um tempo, que pudesse te acompanhar?
Eis então a triste e evidente resposta: NÃO HÁ.
Já dizia Rachel de Queiroz, a sábia: vida é luta que se luta sozinho.
E, por ser então esta uma batalha solitária, consequentemente é temerosa. E justamente por isso, posiciono-me hoje aqui, com meus 21 anos de quase 12 meses a pensar para onde este caminho que vislumbro me leva. Para longe dos queridos? Para o inusitado? Ou para lugar nenhum?
Se 50% das perguntas provenientes da vida pudessem ser respondidas ao longo dela, seriamos demasiamente sábios e, justamente por isso, não somos. Porque se as respostas estivessem prontas em algum lugar, a jornada seria enfadonha e triste.
Qual a finalidade de ver aquilo que já se viu? Além de ser redundante, é chato!
Por isso caminho. Caminho mesmo que acompanhado de uma melancolia infundada que sei que passa, mas caminho em frente.
Porque aos 22 anos ainda há tanto a ser realizado, ainda há tanto pra se ver, sentir e viver, que só de pensar me faz ter vontade de sair de casa agora em busca do inesperado.
Todavia, inesperado é o que se vive todos os dias. Por isso não preciso correr. Apenas prestar atenção.
Envelhecerei então, de tanto trilhar e, um dia, sem mais, partirei desta trilha, para uma que realmente ninguém explica ou vê.
E nesse caminho tênue entre a trilha que se vê hoje e aquela que não se vê é preciso praticar o verbo viver, o que implica em praticar todos os outros verbos.
E 22 anos para fazer tudo isso não é nada, o que causa certo conforto.
Destarte, nessas horas, resta apenas esperar que passe essa parte desinteressante de ficar mais velho e venham os novos planos, as novas realizações e as novas mudanças.
E como mudei. Mudamos. Mudaremos.
Nessas horas, resta apenas você com você mesmo, e o que será realizado daqui pra frente é discricionário, desde que vivido com a intensidade que cada ano propicia e sabedoria que cada nova data lhe presenteia.
Feliz Aniversário a todos os primeiros de julho!