sábado, 31 de janeiro de 2009

O medo do novo


Comprei um celular esses dias ae, com 50.000 ultilidades, aí um amigo me perguntou se tinha isso ou aquilo e me dei conta de que realmente não sabia responder se tinha tudo aquilo mesmo.
Foi aí que comecei a me indagar acerca de alguns conceitos errôneos que temos de tecnologia.
Acredito que, primordialmente, não podemos jamais substituir hábitos, trocar manias, tampouco esquecer as tradições por causa de meros aparelhos que não tem sentimentos, atitudes espontâneas ou vida própria.
O que quero dizer é que me revolta a idéia de me imaginar trocando a compra de um livro porque eu posso baixá-lo no meu celular, ou mesmo no meu computador, ou substituir uma olhada gostosa em um album de fotografia por fotos baixadas da minha super máquina digital com a melhor resolução do mercado.
Imagine você deixando de ver um filme no cinema porque pode comprar pirata (não é a memsa coisa com alguns filmes), ou trocando uma gostosa noite com os amigos para ficar em casa na internet ou vendo televisão (a não ser que haja motivos plausíveis).
O que eu quero dizer é que não importa de verdade um celular com 10.000 funções se a verdadeira utilidade dele é falar, não importa uma televisão de plasma supersônica se todas as outras mostram a mesma imagem.
Óbvio que não temos que ficar na era jurássica ! Eu quero uma tv de plasma e quero aparelhos bons e úteis no meu dia a dia, que me auxiliem.
Mas que SÓ me auxiliem, e não que eu viva em função disso, ou não que eu não me contente em saber que tem um melhor na loja, que eu poderia comprar. Isso sim é besteira, isso é se entregar à um mercado que só quer fazer você acreditar que se não trocar de celular/computador/carro/televisão e outros utilitários, vai ficar para trás !

É tempo de crescer de verdade e de apreciar aquilo que não custa nada.
A tecnologia existe e sempre vai existir e você, eventualmente, vai se pegar cobiçando aquele novo aparelho, mas pondere e veja se vale a pena... se for algo que substituirá o trabalho do seu cérebro, com certeza não vale, meu querido.

Fight the real enemy!!

O medo do novo

Comprei um celular esses dias ae, com 50.000 ultilidades, aí um amigo me perguntou se tinha isso ou aquilo e me dei conta de que realmente não sabia responder se tinha tudo aquilo mesmo.
Foi aí que comecei a me indagar acerca de alguns conceitos errôneos que temos de tecnologia.
Acredito que, primordialmente, não podemos jamais substituir hábitos, trocar manias, tampouco esquecer as tradições por causa de meros aparelhos que não tem sentimentos, atitudes espontâneas ou vida própria.
O que quero dizer é que me revolta a idéia de me imaginar trocando a compra de um livro porque eu posso baixá-lo no meu celular, ou mesmo no meu computador, ou substituir uma olhada gostosa em um album de fotografia por fotos baixadas da minha super máquina digital com a melhor resolução do mercado.
Imagine você deixando de ver um filme no cinema porque pode comprar pirata (não é a memsa coisa com alguns filmes), ou trocando uma gostosa noite com os amigos para ficar em casa na internet ou vendo televisão (a não ser que haja motivos plausíveis).
O que eu quero dizer é que não importa de verdade um celular com 10.000 funções se a verdadeira utilidade dele é falar, não importa uma televisão de plasma supersônica se todas as outras mostram a mesma imagem.
Óbvio que não temos que ficar na era jurássica ! Eu quero uma tv de plasma e quero aparelhos bons e úteis no meu dia a dia, que me auxiliem.
Mas que SÓ me auxiliem, e não que eu viva em função disso, ou não que eu não me contente em saber que tem um melhor na loja, que eu poderia comprar. Isso sim é besteira, isso é se entregar à um mercado que só quer fazer você acreditar que se não trocar de celular/computador/carro/televisão e outros utilitários, vai ficar para trás !

É tempo de crescer de verdade e de apreciar aquilo que não custa nada.
A tecnologia existe e sempre vai existir e você, eventualmente, vai se pegar cobiçando aquele novo aparelho, mas pondere e veja se vale a pena... se for algo que substituirá o trabalho do seu cérebro, com certeza não vale, meu querido.

Fight the real enemy!!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Changes


Tem tanata coisa que eu nunca pensei que faria e fiz.
Tantas sobre as quais pensei que jamais mudaria minha opinião, mas mudei.
Tanta gente que pensei que nunca perderia, e perdi.
A verdade é que se eu olhasse para meu eu de alguns anos atrás não acreditaria que sou eu hoje !
Sei lá, mudei tanto mas, mesmo assim, trago traços de uma pessoa que há muito fui, e que sou até hoje, talvez meu eu verdadeiro que ninguém verdadeiramente conhece, sequer eu.

O que deixei não era mais parte de mim, o que levo é o que sou realmente e o que levarei é a essência daquilo que sonho para meu futuro.

Mas como saber o que queremos do futuro se nossa vida muda tanto, como nossa alma, essência e personalidade ?

O que somos afinal? O que seremos ?


A foto é de um dia lindo e chuvoso aqui em casa.

Viver para Contar           Madonna

Eu tenho uma história para contar
Às vezes fica tão difícil de escondê-la direito
Eu não estava preparada para a queda
Cega demais para conseguir enxergar
O que estava escrito no muro

Um homem pode contar mil mentiras
Eu aprendi bem minha lição
E espero viver para contar o segredo que guardo
Até então ela estará queimando dentro de mim

Eu sei onde a beleza mora
Eu a vi uma vez, conheço o calor que ela dá
A luz que você nunca conseguiria enxergar
Brilha lá dentro, você não pode tirá-la de mim

A verdade sempre acaba vindo a tona
Você manteve-a bem escondida
Se eu viver para contar o segredo que eu sabia, então
Será que terei essa chance novamente?

Se eu fugisse
Eu não teria força para ir muito longe
Como eles poderiam escutar as batidas do meu coração?
Será que vai esfriar, o segredo que eu escondo?
Será que vou envelhecer?
Como eles poderiam escutar?
Quando é que eles vão aprender?
Como eles vão saber?

A verdade sempre acaba vindo a tona
Você manteve-a bem escondida
Se eu viver para contar o segredo que eu sabia, então
Será que terei essa chance novamente?

domingo, 4 de janeiro de 2009

Feelings


Existem pensamentos que são só meus e que nunca compartilharei.
É minha maneira de manter-me meu, nem que seja no subconsciente.
Hoje meu dia foi estranho, obvio, por cnta de alguns tristes acontecimentos, mas na medida do possível as coisas caminham.

Tenho algumas coisas importantíssimas que preciso resolver de uma vez por todas e decisões que preciso tomar para encaminhar minha vida.
Essas coisas todas me lembram Shakespeare... "Não importa em quantos pedaços seu coração tenha se partido, o mundo não pára para que você o conserte".


No mais, só sentimentalismo patético.

A foto é uma expressão em figura do que acho que são sentimentos.

A música é foda ! E olha que não sou EMO.

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos

Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.



sábado, 3 de janeiro de 2009


Quando pedem para que eu poste em um blog eu sempre reluto, porque sempre achei uma coisa meio irritante de se fazer. Ver uma foto, ler algum comentário sobre a mesma e criar um comentário. Tudo em busca de uma reciprocidade meio estúpida: poste no meu blog que eu posto no seu.
De qualquer modo, cá estou eu, postando meu primeiro comentário no blog que acabo de criar... Sim, eu me corrompi.
Mas, por que, afinal ? A resposta veio da minha necessidade de conversar comigo mesmo através de palavras.
Eu sempre escrevi, sempre, mas acontece que, nos ultimos anos, passar minhas idéias para o papel não mais serviam de satisfação, então, resolvi escrevê-las aqui, neste blog, que, prometo, não obrigarei ninguém à fazer qualquer comentário.

Bem, em minha primeira postagem, gostaria de escrever um pouco sobre a vida e o que ela realmente é ou significa, pelo menos para mim.
Quando vejo alguém escrever ou dizer: "viva cada dia com se fosse o último", fico pensando: "mas que frase clichê!", porque afinal, essa pessoa realmente não viveu a vida como se amanhã fosse seu último dia, e ainda digo mais, essa pessoa sequer entende o real significado dessa frase.
Toda vez que temos medo de fazer algo, de dizer algo, de pular, de participar, dançar, amar, etc, estamos disperdiçando uma oportunidade que pode ou não voltar.
Pode ser que da próxima vez você dance, mas não com a mesma pessoa, pode ser que você fale, mas não o que poderia ter falado, e ainda pior, pode ser que talvez se você tivesse agido, teria mudado algo, teria feito a diferença...
Minhas reticências significam que as possiblidades são tão incertas que você pode apenas se dar conta de que elas existiram depois que tiver lidado com a morte, ou com a possibilidade de morrer.
A vida tem um modo muito triste de ensinar a apreciá-la: valendo-se da morte.
Quando você encara a morte, percebe que um ato praticado há 5 minutos pode ter sido o último de toda a sua vida. Você começa a perceber que realmente é preciso cumprimentar, amar, praticar o amor, viver realmente, porque sua vida está acabando a cada instante.
Eu dizia agora pouco a um amigo que a unica certeza que temos na vida é a morte, e, de fato, é a única mesmo.
Não é possível saber por quanto tempo você terá seus pais, ou familiares, ou mesmo, por quanto tempo você viverá, se vai morrer de morte natural, ou de doença, se terá uma vida tranquila, ou turbulenta e é aí que entra o real significado da expressão "viva cada dia como se fosse o último", a intensão não é que você saia correndo e faça tudo de um moto precipitado e inconsequênte, mas sim, que você aprecie tudo que já fez e agradeça por poder ter feito, é que você não esconda nenhum de seus sentimentos ou medos e sempre pratique o bem, para que leve algo de bom desta vida quando você partir.
Aproveitar seu dia é poder colocar em prática o que deseja, é não passar a vida toda juntando dinheiro, é entender que beleza depende do que você acha de você mesmo, que amor nasce de você e que faz diferença ser alguém que entende que o bem pode ser praticado só com um olhar para o céu e uma palavra: obrigado por tudo, pela minha vida e por tudo que sou.
Sem anseios, sem medos infundados, sem angústias de algo que não existe de fato.

Hoje minha família e eu perdemos um ente muito querido que deixará saudades a todos e principalmente a seus filhos es esposa, evidentemente.
Tudo isso me faz refletir muito sobre a vida e sobre o tempo.
Hoje estou aqui, mas não sei do amanhã e quanto antes soubermos disso, melhor.
A vida não é eterna, tem coisas que não teremos mais oportunidade de fazer, que poderíamos ter feito.

Espero que meu primo possa ter partido com seu coração livre de qualquer pendência quanto aos sentimentos que citei aqui, da mesma forma que espero poder partir um dia.

Em paz.

Sem qualquer tipo de comemoração pela inauguração, in memorian