quinta-feira, 30 de julho de 2009


Da relevância do aperto de mão.

Inicio meu texto com a “Criação do Homem” que é um quadro maravilhoso, de Michelangelo. Eu tenho uma réplica em meu quarto e simplesmente adoro. É lindo. É intenso, como o que quero falar hoje.

Toda vez que você conhece alguém acontece aquele momento: “Fulano, este é Beltrano. Beltrano, este é Fulano”.

É neste momento em que você realmente mostra quem você é, é neste momento em que você praticará o que chamamos comumente de aperto de mão. E é aí que fica claro que tipo de pessoa você é. Pelo menos para mim o aperto de mão diz muito da pessoa que se está a conhecer.

Quando eu aperto a mão de alguém, em um ato de cumprimento, existem algumas atitudes, as quais eu prezo muito desde que li sobre o assunto, quais sejam:

O aperto de mão, quando forte, quando se olha nos olhos e aperta a mão daquele que se encontra, demonstra segurança, demonstra garra.

Você não precisa ficar encanado em saber dar o aperto de mão certo, mas não precisa agir como se fosse algo indiferente, porque não é.

Eu por exemplo detesto cumprimentar aquelas pessoas que apenas estendem a mão, mas não fazem qualquer outro esforço. Você praticamente não sente a mão da pessoa. É frio. É insosso. E quando acontece comigo, eu, desde então, já saberei que aquela pessoa não possui personalidade forte, ou não tem garra naquilo que faz ou acredita.

O ato de cumprimentar alguém é muito importante. Tão importante que inclusive tem significação no dicionário.
““aperto de mão", dependendo da cultura, é um gesto social relevante que expressa um sentimento positivo de amizade, afinidade ou confiança entre dois seres-humanos.

Um aperto de mão pode ser uma forma de cumprimento ou saudação e pode também consolidar um acordo verbal ou informal entre duas pessoas ou entidades, ou até mesmo simbolizar a concretização de um contrato formal”.

Deste modo, um ato que possui tantas significações não merece ser desprezado assim tão facilmente em nosso dia a dia. E, para incrementar um pouco mais o assunto, compartilharei minhas concepções dos tipos de aperto de mão.
• Aperto de mão forte: Personalidade forte, garra naquilo que se acredita/faz, confiança.
• Aperto de mão fraco: Falta de personalidade definida, pessoa muito maleável, de fácil manipulação, frieza.
• Aperto de mão muito forte: Excesso de confiança, tipo de pessoa que tenta te provar algo logo de cara, mas sequer sabe o que quer provar.
• Aperto de mão com abraço de lado: Simpatia executiva. Pessoa que não queria dar um abraço, mas é forçado pela situação em si. É um abraço que pode ser até desconsiderado, porque não há qualquer intenção em fazê-lo.

No mais, os outros tipos, ao meu ver, são variantes daquilo que ficou acima exposto.

É obvio que não é um conceito generalizado, mas, na maioria das vezes funcionou comigo. :)

Assim, a partir daqui, procurem perceber quais os tipos de apertos de mãos com os quais você tem se deparado e tire suas próprias conclusões. Diz muito sobre a personalidade e ainda, pode ser muito proveitoso em uma entrevista de emprego.

Beijos Beijos

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Beijo.


Hoje a foto é de um dos quadros que eu mais amo na vida!
E olha que eu adoro arte, heim!

O Beijo, de Klimt.

Fiquei alguns dias enrolando em um texto sobre o amor, mas ainda não o conclui.
Digo enrolando porque, tão complexo é o tema, que mal consigo terminar meus raciocínios quando estou escrevendo.

Contudo, desde o início dessa semana tenho pensado muito em duas pessoas em particular, duas amigas. Minhas amigas passaram por situações semelhantemente diferentes nos últimos meses, então aqui vai meu post para ambas, de modo intercalado (hehe).

Quando nossa vida muda radicalmente daquilo com o que estávamos acostumados, a tendência é o medo e a ansiedade.
Medo porque tudo que é novo causa um certo pavor.
Ansiedade pela ânsia daquilo que está por vir.

Sendo assim, por mais que a mudança não tenha sido a planejada, por mais que talvez você não a quisesse, as sensações serão sempre as mesmas, quais sejam, o medo a ansiedade.

Tendo isto em mente, considerando ainda que somos nós que moldamos nosso destino dentro daquilo que é para ser, não há qualquer razão para a tristeza em situações inesperadas.
Dor é inevitável, tristeza é opcional.
É clichê? Sim.
É verdade? Também!

Se você amou alguém como nunca e, de repente, não tem mais aquela pessoa, chore tudo que tiver que chorar, mas, por favor, jamais lamente qualquer coisa, porque afinal, você teve seu momento, você amou e, enquanto amou, tudo foi lindo.
Deste modo, mesmo que esse amor tenha chegado ao fim, não há qualquer razão para desespero ou tristeza, porque você ainda tem seu coração! E o que é melhor!! Dentro dele é que está todo e qualquer amor que você precisa.

Não é correto perguntar: Será que ele/ela me ama?
O correto é: Será que o amor que tenho dentro de mim é o amor que ele/ela procura no momento? (Paulo Coelho - A bruxa de Portobello)

E no fim das contas, ele ou ela não merecem serem odiados só porque resolveram tentar a felicidade ao lado de outra pessoa, do mesmo passo que esta pessoa não merece de modo algum ser insultada só porque se permitiu ser amada.
A vida tem dessas coisas, mas TODOS nós temos o direitos de amar. Sem ódios ou ressentimentos.

O amor está dentro de você, e não na outra pessoa.
Amar nada mais é, além de outros trilhares de conceitos, compartilhar sentimentos.

Com isso em mente, todas as portas se abrem!
Inclusive aquela do sentimentozinho gostoso que habita em cada olhar de lado, cada flertada, cada colega bonitão/bonitona de trabalho.

É você quem decide pra onde quer virar o guidão de sua bicicleta. Então, se for pra beijar, beije! E até se for pra dizer adeus, diga!

Não se importe se ele/ela vai gostar ou não, ou com que vai pensar dessa ou daquela atitude, porque enquanto você pensa, pode estar perdendo um tempo maravilhoso ao lado daquela pessoa que só está esperando você ligar pra dizer sim. Ou não! E daí? É o fim por causa disso? Quem tem medo de ouvir não, não está preparado para o sim!
E hoje eu estou mais que clichê. Hehe

Enfim, e o que esse mané acha que entende de coração partido ou de arriscar a chance?
Absolutamente nada, eu admito. Mas arrisco a minha chance de dizer essas palavras a grandes amigas, porque eu sei que, por mais que quando não se vive a história seja difícil opinar, pior ainda fica quando não se tem qualquer opinião amiga para ouvir!

Beijos Beijos, dignidade já!
;)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

1º de Julho!



“Eu te desejo não parar tão cedo,

pois toda idade tem prazer e medo...” (Frejat)



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Quem nunca se identificou com essa frase?

Pois bem, hoje é dia 1º de julho, dia do meu aniversário de 22 anos.

Sim, 22 anos porque eu ainda não tenho vergonha de dizer (hehe). E não sei quanto aos que lêem, mas eu sempre fico um pouco depressivo quando da data, porque afinal, é quando realmente nosso ano vira e, sendo assim, é quando chega à hora de fazer um balanço geral se tudo que foi feito até ali tem algum fundamento, o que falta fazer, o que se está fazendo e por aí vai.

Bem, do que estou fazendo não posso reclamar, mas e quanto ao que tenho que fazer? Quando você se depara com uma estrada sem final não gostaria que houvesse alguém que pudesse te explicar como proceder ou, mesmo que fosse só por um tempo, que pudesse te acompanhar?

Eis então a triste e evidente resposta: NÃO HÁ.

Já dizia Rachel de Queiroz, a sábia: vida é luta que se luta sozinho.

E, por ser então esta uma batalha solitária, consequentemente é temerosa. E justamente por isso, posiciono-me hoje aqui, com meus 21 anos de quase 12 meses a pensar para onde este caminho que vislumbro me leva. Para longe dos queridos? Para o inusitado? Ou para lugar nenhum?

Se 50% das perguntas provenientes da vida pudessem ser respondidas ao longo dela, seriamos demasiamente sábios e, justamente por isso, não somos. Porque se as respostas estivessem prontas em algum lugar, a jornada seria enfadonha e triste.

Qual a finalidade de ver aquilo que já se viu? Além de ser redundante, é chato!

Por isso caminho. Caminho mesmo que acompanhado de uma melancolia infundada que sei que passa, mas caminho em frente.

Porque aos 22 anos ainda há tanto a ser realizado, ainda há tanto pra se ver, sentir e viver, que só de pensar me faz ter vontade de sair de casa agora em busca do inesperado.

Todavia, inesperado é o que se vive todos os dias. Por isso não preciso correr. Apenas prestar atenção.

Envelhecerei então, de tanto trilhar e, um dia, sem mais, partirei desta trilha, para uma que realmente ninguém explica ou vê.

E nesse caminho tênue entre a trilha que se vê hoje e aquela que não se vê é preciso praticar o verbo viver, o que implica em praticar todos os outros verbos.

E 22 anos para fazer tudo isso não é nada, o que causa certo conforto.

Destarte, nessas horas, resta apenas esperar que passe essa parte desinteressante de ficar mais velho e venham os novos planos, as novas realizações e as novas mudanças.

E como mudei. Mudamos. Mudaremos.

Nessas horas, resta apenas você com você mesmo, e o que será realizado daqui pra frente é discricionário, desde que vivido com a intensidade que cada ano propicia e sabedoria que cada nova data lhe presenteia.

Feliz Aniversário a todos os primeiros de julho!